1. SEES 25.9.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  A JUSTIA FALHOU
3. ENTREVISTA  RODRIGO JANOT  O MINISTRIO PBLICO FEZ SUA PARTE
4. LYA LUFT  BANDEIRA PRETA
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  HORMNIOS: PROMESSAS E REALIDADE

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

QUESTO DE HONRA
Cdigos de honra parecem ser relquias de uma era passada. O filsofo Kwame Anthony Appiah, professor da Universidade Princeton, pensa diferente. Em entrevista ao site de VEJA, ele reabilita esse valor. "Quando falamos em honra, pensamos em direito ao respeito, e isso definitivamente no saiu de moda." Em seu livro O Cdigo de Honra: Como Ocorrem as Revolues Morais, Appiah diz que estudar as transformaes desse conceito ajuda a pensar e a alterar prticas morais de hoje. "Analisar essas mudanas nos traz esperana, pois entendemos que o fato de as pessoas passarem milhares de anos repetindo um comportamento no significa que ele no possa mudar." 

UMA IDEIA PODEROSA
Nenhum debate econmico  mais vivo no mundo de hoje do que aquele em torno das polticas de austeridade, que recomendam que os governos mantenham seus gastos sob rgido controle. Reportagem no site de VEJA conta a histria dessa ideia poderosa  mas tambm combatida  na semana em que o pas que melhor encarna as suas virtudes, e que mais busca export-la, realiza eleies: a Alemanha da chanceler Angela Merkel.

SEGURANA 4C
Est instalada no Centro de Comunicaes e Guerra Eletrnica do Exrcito, em Braslia, a mais avanada central de monitoramento via redes 4G da Amrica Latina. O projeto, em fase de testes, permite o trfego de informaes por uma faixa de frequncia de acesso exclusivo dos militares. A finalidade  garantir a comunicao contnua e sigilosa de dados em situaes de emergncia, como atentados terroristas, e tambm durante grandes eventos, como a Copa do Mundo. Reportagem de VEJA explica o funcionamento do sistema e mostra como seu uso pode ser expandido a outras autoridades do pas. 

CNCER DE COLO DO TERO
O cncer de colo do tero  o segundo mais comum entre as mulheres, mas 38% delas ainda desconhecem quais so seus fatores de risco. No programa Pergunte ao Mdico, o oncologista Rafael Kaliks explica, em vdeo, como evitar a doena, quais os grupos de risco e os melhores tratamentos disponveis hoje em dia. 


2. CARTA AO LEITOR  A JUSTIA FALHOU
     O ministro Celso de Mello poderia ter poupado a inteligncia das pessoas ao insistir que o Supremo Tribunal Federal (STF) no pode ceder ao "clamor popular" ou  "presso das multides". Claro que no pode. Tanto no pode que isso no precisa ser declarado. No existe mrito algum em que Celso de Mello tenha votado sem se importar com o grito das ruas. Isso  dever bsico, essencial e primrio de todo juiz.  imprprio que um ministro da mais alta corte tenha descido a tamanha obviedade no bojo de um voto altamente tcnico em que aceitou os recursos protelatrios dos rus condenados pelo mensalo, reabrindo, assim, mesmo que parcialmente, um julgamento que j dura oito anos e agora no tem mais data para terminar. 
     Os gregos clssicos ensinaram  posteridade pelas palavras de Aristteles que "apenas a alguns cidados  dado o privilgio de tomar decises de alcance pblico, mas todos tm o direito de critic-las".  com base nessa sabedoria milenar que os brasileiros tm o direito de se sentir frustrados e indignados com a interpretao das leis feita pela maioria dos ministros do STF na semana passada. Por 6 votos a 5, eles aceitaram dar aos rus do mensalo o benefcio de um segundo julgamento. No cabe discusso tcnica a respeito dos votos. Isso  assunto para os iguais de Celso de Mello e os juristas.  legtima, no entanto, a crtica vinda de quem se sentiu ferido por eles. No podem e no devem ser evitados o clamor, a reao ou a presso dos cidados agravados pela deciso.  
     Os brasileiros viram reafirmado diante dos seus olhos e ouvidos em transmisso ao vivo pela TV Justia o conceito segundo o qual no Brasil os ricos e poderosos no vo para a cadeia por seus crimes. Sentiram se esvair no sentimento amargo da impunidade todo o magnfico orgulho cvico produzido no fim do ano passado pela condenao  priso dos rus do mensalo por crimes de corrupo e formao de quadrilha. A ningum pode ser negado o acesso irrestrito  Justia. Mas isso  muito diferente de conceder apenas aos integrantes da elite poltica e empresarial, com dinheiro bastante para contratar a peso de ouro os melhores advogados do pas, o privilgio de usufruir os incontveis recursos disponveis para adiar ou anular o cumprimento de sentenas. Foi exatamente isso que fez o voto decisivo de Celso de Mello. 
     Agora, nenhum saber jurdico, nenhum exerccio de retrica, nenhuma tecnicalidade pode apagar a sensao de desamparo ou minimizar o sentimento de que a Justia brasileira, mais uma vez, falhou. 


3. ENTREVISTA  RODRIGO JANOT  O MINISTRIO PBLICO FEZ SUA PARTE
O novo procurador-geral da Repblica promete combate implacvel  corrupo e diz que a Justia funcionou no processo do mensalo, apesar do baque da semana passada.
RODRIGO RANGEL

O procurador Rodrigo Janot, de 56 anos, assumiu na semana passada o mais alto posto do Ministrio Pblico Federal anunciando mudanas radicais. Se o seu antecessor, Roberto Gurgel, foi duramente criticado por seu estilo centralizador e por deixar acumular processos envolvendo figuras de proa da Repblica, Janot quer montar uma estrutura especial para cuidar dos casos em tramitao no seu gabinete  muitos deles, investigaes criminais envolvendo detentores de foro privilegiado, como ministros, deputados federais e senadores. De estilo discreto, o novo procurador-geral  comedido ao falar sobre polticos, mas garante que sua prioridade ser o combate  corrupo. Ao receber a notcia de que fora escolhido para o cargo, ele conversou por mais de uma hora com a presidente Dilma Rousseff, que lhe pediu duas coisas: firmeza e dilogo. Nesta entrevista, concedida s vsperas de sua posse, Janot diz que pretende manter a interlocuo com o governo, mas afirma que se sente "inteiramente  vontade" para investigar eventuais malfeitos na mquina federal. 

Qual  o perfil do novo procurador-geral da Repblica? 
Eu arquivo ou denuncio com a mesma facilidade. Eu no sou procurador com dente de vampiro, que quer ver sangue. As pessoas tm de ser tratadas dentro do limite que a lei estabelece. A lei j d o castigo. Eu no tenho de inventar um castigo maior. 

O Ministrio Pblico ora  acusado de ser agressivo demais, ora  acusado de ser condescendente com as autoridades. Qual  o ponto de equilbrio? 
O ponto de equilbrio est na atuao mais profissional do Ministrio Pblico. Ns temos de investigar fatos e ir buscar as provas que levem  comprovao e  autoria do fato. Eu no posso deixar de observar uma prova e tambm no posso ir alm da legalidade da prova. Esse  o limite. Sem fazer barulho, sem ser artista. 

Qual  o diagnstico que o senhor faz da instituio hoje? 
O Ministrio Pblico como um todo est muito mais equilibrado do que dez, quinze anos atrs. A histria nos mostra que os movimentos so pendulares. Por um tempo, o MP foi para um lado em que o procurador ia para a imprensa, fazia barulho, ameaava pegar o fulano e ponto. Depois, houve uma retrao nesse comportamento. O pndulo agora est passando pelo ponto ideal. A viso que eu tenho  que o Ministrio Pblico hoje est amadurecendo, mas ainda precisa de alguns ajustes. 

Que ajustes o senhor pretende fazer? 
Ns temos de nos profissionalizar um pouco mais. Primeiro,  preciso tirar essa espada que est no pescoo da instituio que  a discusso sobre a possibilidade ou no de investigar. Vamos aguardar o Supremo decidir se podemos investigar e at que ponto. Depois disso, ser preciso estabelecer um corpo de regras de como se dar a investigao, em que condies e quais so os instrumentos possveis, estabelecendo prazos. Esse  o grande desafio do momento. 

O senhor  conhecido pela disposio para o dilogo. Qual  o seu limite? 
Eu no imponho a prova e no recebo a prova imposta. A instituio tem de conversar com outros rgos de investigao.  uma via de mo dupla. A gente negocia quais so os caminhos para chegar  prova. E, se for possvel aprofundar esse dilogo, a instituio pode participar das solues de maneira institucional. Se o problema  com o Executivo, o Legislativo ou o Judicirio, chama para conversar e diz: "O que est havendo aqui? Vamos ver como a gente resolve". 

Isso no enfraquece o Ministrio Pblico? 
No se pode confundir dilogo com acordo. O Ministrio Pblico no vai fazer acordo sobre ilcitos. Nem sempre os ilcitos so feitos com dolo.  Alguns decorrem de falta de compreenso, de falta de preparo, da errnea interpretao de uma regra. O MP pode trabalhar orientando e prevenindo. Nosso trabalho no pode ser s o maneio, no pode s bater. Isso  dilogo, no  acordo. Voc faz ali um termo de ajustamento de conduta, arruma aquilo e retira os efeitos daquele ato. 

O que o senhor pensa sobre o foro privilegiado? 
H pontos positivos e pontos negativos. O que se dizia do foro era que voc atalhava solues que podiam ser colocadas para o juiz de primeiro grau. Isso era visto como uma maneira de proteger a autoridade. Hoje, no s no caso do mensalo, mas em outros tambm, passou a ser visto de maneira oposta. Porque no tribunal superior  um tiro s, no tem recurso, no tem duplo grau de jurisdio. Se sou contra ou a favor do foro privilegiado, eu no sei. Tem hora que acho que  bom e tem hora que acho que  ruim. 

No processo do mensalo, o foro se mostrou eficaz? 
O problema que eu vejo nos processos de prerrogativa de foro  o tempo que se tem entre o incio do processo e o julgamento. Os tribunais so preparados para rever decises e no para gerar decises originrias. O caso do mensalo demorou? Demorou, mas houve a deciso. O resultado est a. A condenao existe. Tem de haver o acesso  Justia e a deciso em tempo razovel. Justia que tarda  Justia falha. O mensalo mostra que o foro no leva  impunidade. O que  preciso perguntar nessa discusso  se h acesso  Justia e se o julgamento  rpido. 

A aceitao dos embargos infringentes no pe em risco isso que o senhor acaba de afirmar? 
No desqualifica. O que se discutiu foi se os embargos infringentes eram cabveis ou no.  uma discusso tcnica, jurdica. Em havendo novo julgamento, o tribunal s vai tratar daquilo que diz respeito aos crimes de lavagem de dinheiro e formao de quadrilha. O resto est morto. Pena aplicada no  pena que se acha justa ou injusta, de que se gosta ou no gosta. Tem de calcular, aplicar e acabou. 

Um novo julgamento no  uma derrota para o Ministrio Pblico e, consequentemente, para a tarefa de promover justia? 
Eu no vejo como derrota. O Ministrio Pblico fez o trabalho dele: acusou e mostrou a prova. O juiz aceitar ou rejeitar essa prova faz parte do dia a dia. No tem essa histria de ganhei ou fui derrotado. Se eu no concordo, recorro. Roma locuta, causa finita. A mensagem que passa  que onze juzes da mais alta corte de Justia do pas deliberaram dessa maneira. 

O senhor fala em celeridade, mas no  incomum o Ministrio Pblico ser acusado de atrasar o andamento de processos. 
O gabinete do procurador-geral que eu estou assumindo tem represamento, sim.  inegvel. H um acmulo de procedimentos  e isso  ruim. Hoje no gabinete do procurador-geral h 170 representaes, 200 inquritos policiais e mais de 2000 processos. Como no h distribuio clara de tarefas e no se consegue enxergar o funcionamento da mquina, alguns processos andam rpido, outros menos rpido e outros ainda ficam aguardando manifestao. O doutor Gurgel (Roberto Gurgel, o ltimo ocupante do cargo) concentrou muitas tarefas nele mesmo. E, quando se concentra, chega-se a um ponto em que  humanamente impossvel dar conta. 

E qual  a soluo? 
Ns vamos descentralizar e tornar os procedimentos transparentes. Hoje, no h como saber a movimentao dos processos no gabinete do procurador. Estou trazendo vrios procuradores para a minha equipe. Na sala aqui do lado j h dez deles trabalhando. E, se houver processos mais complexos, vou chamar mais gente para auxiliar e podemos fazer foras-tarefa para trabalhar nesses casos. Processo acumulado aqui, enquanto eu tiver flego, no vai haver. At porque isso gera um problema poltico que d margem a leituras ruins. Tambm quero criar condies para que qualquer um possa entrar no site da Procuradoria e descobrir o que h sobre fulano, quem representou, o que  o objeto da investigao, como est andando e quando entrou, para quem foi distribudo e qual a expectativa de prazo. H muitos processos a que precisamos dar prosseguimento. 

Isso  uma sinalizao de que, em breve, alguns polticos tero com que se preocupar? 
Eu no sei o que tem aqui. Pode ser que a grande maioria dos processos acabe arquivada. Sinto-me tranquilo para dar ao arquivamento o mesmo tratamento que se d  instaurao de inqurito. Nem tudo o que cai aqui leva necessariamente a uma investigao. Tem coisa que no leva a nada. Nos contatos que fiz no Congresso, um parlamentar me contou um caso dele que envolvia direito privado e estava aqui, mas no andava. Isso precisa ser resolvido. 

Na escala de prioridades do senhor, a corrupo se encontra em que patamar? 
De zero a dez, dez.  a grande contribuio que a gente pode dar para o desenvolvimento da sociedade brasileira. O dinheiro da corrupo  o dinheiro que falta para sade, educao, segurana pblica, tudo quanto  lugar. Esse dinheiro est onde no deveria estar, e vamos atrs dele. O combate  corrupo ser a prioridade da minha gesto. 

O senhor concorda com a percepo de que a corrupo sempre aumenta? 
Corrupo sempre existiu. Hoje ela  mais visvel, e os instrumentos para identifica-la esto mais eficientes tambm. Tendemos a ver apenas a corrupo praticada em obras monumentais. To prejudicial quanto  aquela que vai de pouquinho em pouquinho, mas  disseminada. Essa tambm faz um estrago sem tamanho. A corrupo  capilarizada. 

Qual a mensagem que a deciso do STF no processo do mensalo deixa para os polticos corruptos? 
A mensagem que fica  que o Supremo atua e que chega ao final de um processo. O mais importante para o combate  corrupo  capilarizar esse combate. No basta pegar um caso exemplar e dizer "eu cortei cabeas". Isso vai inibir momentaneamente, mas no vai resolver.  preciso atuar l nos desvios do dinheiro da merenda escolar, do ginsio poliesportivo, da construo da estrada. A corrupo tem de ser atacada em diversas frentes. 

O Estado brasileiro est aparelhado para isso? 
No. O sistema judicirio est a e tem de ser revisto. O Ministrio Pblico Federal tem hoje 1300 procuradores para atender todo o pas, com mais de 200 milhes de habitantes. Nos Estados Unidos, na rea federal so 8000 s para atuar na parte criminal. Aqui os 1300 cuidam de todos os assuntos. 

O que o senhor pensa sobre as manifestaes de rua, que comearam como grandes atos cvicos e depois descambaram para a depredao? 
O grosso das manifestaes  um despertar para a democracia. Isso reflete o grau de insatisfao com a situao que a sociedade brasileira vive e reclama do Estado um olhar para o dilogo.  uma via de manifestao da democracia, e a gente precisa conviver com isso. Isso  bom. Excesso, porm,  outra histria. No se pode sair quebrando as coisas. Se o sujeito reclama do voto secreto no Congresso, qual  a lgica de pr uma mscara para protestar nas ruas? 

O que o senhor pensa sobre esse modelo em que presidentes da Repblica escolhem o nico servidor com poderes para investig-los? 
O processo de escolha do procurador-geral no  simples. No  que a presidente da Repblica pince um nome e diga que vai colocar este ou aquele l enquanto agradar e depois, se desagradar, tira. H uma eleio interna, depois a presidente escolhe e esse nome precisa ser aprovado pelo plenrio do Senado. O mandato tem perodo definido, e o procurador-geral s perde o cargo se houver um processo de impeachment contra ele por crime de responsabilidade. As instituies republicanas tm de funcionar. 

O mensalo reativou o debate sobre o sistema carcerrio brasileiro? 
Isso j vinha ocorrendo. O condenado no  um animal. Ele deve cumprir o castigo na exata medida da lei. No caso do mensalo, no  diferente. A lei no prev benefcio. Condenado  condenado. H caso de banqueiro cumprindo pena em penitenciria comum. No d para admitir que apenas por ser branco, de olho azul e rico o condenado cumpra pena em hotel cinco-estrelas, enquanto o pobre e preto vai para o presdio comum. 


4. LYA LUFT  BANDEIRA PRETA
     Recentemente, em uma manifestao, um grupo de pessoas enfurecidas queimou a bandeira do Brasil e colocou em seu lugar um pano preto. Parece que nada lhes aconteceu. To simples assim? Para onde estamos indo? Muitas coisas boas acontecem no pas, mas algumas do cansao ou medo. 
     Muitos de ns andam de luto por vrias situaes deste pas, algumas crticas, outras entediantes, pois parece que nada muda. Embora os arautos do superotimismo alardeiem que estamos melhorando, receio que no seja bem assim. Que dizer isso  diversionismo ou, como diziam os antigos, cantilena para adormecer bovinos. 
     Mdicos estrangeiros, da Arbia Saudita, Palestina, Cuba e outros, comeam a sentir um pouco da realidade da sade brasileira, que afasta muitos mdicos nacionais dedicados e competentes de locais necessitados. No por serem preguiosos ou luxentos, mas porque  desumano, e pode ser criminoso, tratar pessoas sem instrumentos bsicos, na sujeira ou no cho (mdico de pas nenhum resolve isso).  
     Por isso e tanto mais, o desalento que vai dominando aqueles que pensam, observam, se do o trabalho de sofrer e se preocupar com o andamento do chamado mensalo, por exemplo: mencion-lo j causa fadiga e enjoo. Se o Supremo, que  supremo mas parece que nem tanto, abrandar mais o julgamento dos ditos mensaleiros, j no teremos a quem recorrer como ltima instncia, em quem confiar como recurso derradeiro  a no ser que ocupemos altos cargos e ventos polticos favorveis nos bafejem. O povo brasileiro em geral no est nessa categoria, ah no. 
     O jeito ento  desviar os olhos dessas questes fora de nosso alcance e tratar da vida com seu mnimo essencial. Trabalhar, ser honesto, ser parceiro, cuidar da famlia, curtir os amigos, manter a cabea  tona d'gua. Ou simplesmente fechar o boteco. Como j escrevi, nem ser preciso apagar a luz: j comea a escurecer por aqui. 
     Dizem alguns que, se por tecnicalidades jurdicas as coisas vo melhorar para o lado dos corruptos ou corruptores, ser feita justia: posso ser apenas cretina, tola, desinformada, obtusa e teimosa, mas o pblico merece mais que isso. O pblico importa, sim, somos todos ns os que trabalhamos at o ltimo alento para pagar as contas e manter a dignidade. 
     O pblico precisa ter esperana, ter em quem minimamente confiar, ter um ar atxico para respirar, trabalhar, procriar, manter de p este Brasil que tantos corroem tirando pedaos aqui e ali para encher os bolsos, turbinar o poder, fazer negociatas imorais e sabe-se l mais o qu ( melhor no saber). 
     No estou desrespeitando ningum. Sou filha de um advogado que amava sua profisso, ajudou a fundar uma faculdade de direito e a dirigiu at a vspera de sua morte. Respeito e quero respeitar sempre a Justia, embora suas leis arcaicas ou a possibilidade quase infinita dos tais recursos a toda hora deixem soltos criminosos comprovados, assassinos confessos e o resto do bando. Algum certa vez me disse: no Brasil, se eu matar na estrada com meu carro, sem querer, um tamandu-bandeira, vou ser preso. Se matar uma pessoa, aguardarei em liberdade. 
     Coisas to absurdamente erradas neste pas que amamos pelo jeito no tm jeito  no a mdio prazo. Por isso mesmo, a gente espera (quando esta coluna aparecer, os dados estaro lanados) que tudo acabe como precisamos para sentir que ainda temos em quem confiar. Se nada mudar, deixarei de acompanhar to esquisito procedimento, porque preciso me preservar. Anos atrs, quando um problema me absorvia demais, pois sou do tipo ansioso, minha filha deixou sobre minha mquina de escrever (na era pr-computador) o sbio bilhete: "Seja ecolgica: preserve-se".  o que pretendo fazer, caso tenhamos uma extenso desse j insuportvel julgamento. Do jeito que tudo anda confuso, no se sabe se nesse caso teremos mais bandeiras do Brasil substitudas por panos pretos, ou se tudo ser uma celebrao nacional. 


5. LEITOR
JULGAMENTO NO STF
A balana da Justia brasileira precisa ser calibrada para manter o equilbrio. Se por um lado deve garantir os prazos, os recursos e o amplo direito de defesa, por outro lado no pode permitir a impunidade, a prescrio e a insegurana jurdica. Independentemente do desfecho da votao dos "embargos infringentes" no Supremo Tribunal Federal, deve-se refletir sobre medidas urgentes para uma maior celeridade da Justia ("Agora depende s dele", 18 de setembro).
LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.
Campinas, SP

Um placar to apertado em matria prolongada e exaustivamente debatida, por si s, se impe como um escrnio aos cidados de bem deste pas. Excelncias, novatos ou decanos, o que se espera da Suprema Corte , to somente, a lucidez necessria para estabelecer os limites entre o certo e o errado. Simples assim!
ALEXANDRE ALDRIGHI RAGONHA
Limeira, SP

Celso de Mello sabe que no pode 'enterrar o valor da indignao de sua gente.
ROMAR RUI CERUTTI
Realeza, PR

O julgamento dos "embargos infringentes" da defesa dos mensaleiros mostrou ao Brasil que o Supremo Tribunal Federal abriga alguns exmios artistas da desfaatez  Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Lus Roberto Barroso, Teori Zavascki e Rosa Weber , que resolveram fundar o clube dos "Pigmeus do Judicirio", epteto ao qual todos demonstraram fazer jus no pela igualdade de figurinos, mas pela mesma  e pobre  estatura moral. O decano ministro Celso de Mello se nivela a quem prefere se acomodar nesse deplorvel patamar.
DURVAL MONTEIRO
So Paulo, SP

At ento entendamos que para compor o STF eram necessrios, alm do conhecimento das leis, independncia de interesses, tica, moral, profissionalismo e vergonha na cara. Alguns ministros, infelizmente, contrariaram o nosso entendimento.
ADONIRO PRIETO MATHIAS
Londrina, PR

Quando ser realizado o julgamento dos seis '"cidados brasileiros" do STF pelos prejuzos causados ao povo brasileiro?
ELIZEU ZICA
Belo Horizonte, MG

Depois da deciso do julgamento no Supremo, a pergunta que no quer calar talvez no seja como, quando ou por qu, mas quanto?
JOO ELIAS CHAMI
So Paulo, SP

Se bem entendi o caso dos "embargos infringentes", um time perde o jogo e meia dzia de simpatizantes vota pela realizao de outra partida, sem levar em conta a manifestao de milhes de torcedores do time da moral e da tica. Ser esse o
fair play ao STF?
MARCO PEREIRA
Juiz de Fora, MG

"Embargos indecentes"  assim deveria ser denominada essa desavergonhada forma de tentar protelar e livrar da cadeia canalhas que roubaram dinheiro pblico em nome de um governo corrupto, inepto, incompetente para administrar o Brasil.
CIRO PEANHA
Por e-mail

Prolongar esse captulo de corrupo na histria brasileira  consagrar a "vaidade" de alguns membros do STF sobre os interesses e a credibilidade do pas.
LUIZ REIS
So Paulo, SP

Os brasileiros honrados acreditam que impunidade e justia no devem e no podem trilhar o mesmo caminho.
LAIRTON LOPES SENA
So Jos, SC

O cidado-ministro Celso de Mello tinha o dever e a responsabilidade de comprovar que o STF  o nosso bastio da moral e da justia... Parabenizo os ministros que votaram contra as chicanas dos mensaleiros.
ALCEU LUIZ PEREIRA
Araatuba, SP

Eis o homem (Celso de Mello), to soberbo a ponto de cooperar para que o julgamento se tornasse longo e maante com suas demonstraes de "grande saber jurdico" quanto insensvel a ponto de enterrar a esperana de justia igualitria neste pas. Tenho vergonha de ser brasileira!
MARIA DO ROCIO DE PINHO TEIXEIRA
Curitiba, PR

Do repugnante julgamento do mensalo, a triste impresso que resulta  que o Brasil ainda est muito distante de ser um pas srio.
FBIO MENEZES DE S
Recife, PE

Eles julgam, condenam, mas no prendem. Impunidade suprema!
RICARDO WAGNER DE ARAJO
Parnamirim, RN

CLUDIO DE MOURA CASTRO
Sobre o artigo "O crime da gua insignificante" (18 de setembro), de Cludio de Moura Castro, concordo plenamente que o Estado  omisso na fiscalizao e punio das fontes poluidoras em seus mais diversos graus e circunstncias. No Brasil, com a propalada abundncia hdrica, existem regies com disponibilidade anual de gua per capita menor que a do Oriente Mdio  isso no Estado de So Paulo, no no Nordeste. Sou engenheiro agrnomo e entendo que o artigo de Moura Castro vale para despertar a populao para um assunto que  de extrema importncia: o uso racional e econmico dos recursos hdricos disponveis.
WALDOMIRO MARTTNI NETO
Mogi Guau, SP

Agradeo ao articulista por tamanha lucidez na exposio da paradigmtica autuao por crime ambiental de uma fazenda-modelo de sustentabilidade por "uso insignificante de gua"  que, ao contrrio, deveria ser incentivada e homenageada pelas autoridades por ser exemplo de produtividade.
DARC BUSCACIO
Rio de Janeiro, RJ

Nossos burocratas pensam, em geral, com a cabea de fiscal da coroa portuguesa. Pensam na soluo apenas do ponto de vista deles. No avaliam o trabalho que a soluo poder criar do lado de l (nas centenas de fazendas, no caso).  um pensamento autoritrio. O que precisamos  de um pensamento colaborador.
GERALDO POUGY
Curitiba, PR

Ao ler o artigo "O crime da gua insignificante", lembrei-me de frase repetida pelo diretor da escola primria da minha terra natal quando, aos 15 anos, na dcada de 30,  noite, recebia dele aulas de contabilidade. Em seus desabafos sobre as desiluses no exerccio do magistrio, dizia: "So prolas jogadas aos porcos!".
MRIO ANTNIO BOLZONI
Porto Alegre, RS

ETANOL
Nosso pas criou uma alternativa comprovadamente eficaz ao petrleo, ainda por cima sustentvel e menos poluente, e o governo, em vez de incentivar, faz tudo para arruinar o etanol ("Golpe na energia verde", 18 de setembro). O que poderia ser a afirmao do Brasil na economia mundial virou uma piada de mau gosto.
FRED OELLERS
Campos do Jordo, SP

Representantes de indstrias de bens de capital da ndia e da China j visitam regularmente as usinas oferecendo vantagens competitivas difceis de ser acompanhadas pelas indstrias brasileiras. Tudo leva a crer que, alm do desmonte da indstria do etanol e da bioeletricidade (co-gerao de energia eltrica a partir da queima do bagao e da palha da cana-de-acar), vamos perder um importante parque industrial que desenvolveu a melhor tecnologia para a produo de energia limpa e renovvel do planeta.
RONALDO KNACK
Ribeiro Preto, SP

ANTONIO ANASTASIA
tima a entrevista com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia ("Os manifestantes tm razo", 18 de setembro). O jovem governador  que  tcnico, administrador e poltico talentoso  respondeu com clareza e profundidade a todas as questes.
Luiz ALBERTO RODRIGUES
Belo Horizonte, MG

Fiquei encantado com a sinceridade do governador Antonio Anastasia na entrevista a VEJA. Alm da sinceridade, ele impressiona pela sua capacidade de elencar os problemas de cada setor da administrao pblica e apontar solues para eles.
JOS ELIAS AIEX NETO
Foz do Iguau, PR

Sou mdico de um importante hospital pblico em Minas Gerais e discordo totalmente do governador, que diz que a "sade est em primeiro lugar entre os Estados do Sudeste". Anastasia deveria visitar um hospital pblico do interior, onde poder constatar a penria e as extremas dificuldades para conseguir leitos pelo SUS para internar os pacientes em estado grave.
CELSO SALGADO DE MELO
Uberaba, MG

Sou mdico veterinrio e tecnlogo em gesto pblica e, apesar de reconhecer que, em geral, as administraes do PSDB so mais qualificadas e profissionais do que as petistas, discordo de boa parte das consideraes feitas pelo governador Anastasia.  pela incompetncia dos gestores pblicos que a assistncia mdica do SUS  um caos na maior parte do Brasil. A julgar pelos sucessivos recordes de arrecadao em impostos no pas, o que no falta so recursos financeiros.
CARLOS EDUARDO DE SANTI
Foz do Iguau, PR

O governador Antonio Anastasia fala em "choque de gesto" nos rgos do governo. No que se refere  "segurana policial", gostaria que o senhor Anastasia nos explicasse por que, em Juiz de Fora, o policiamento ostensivo, segundo consta por ordem da Secretaria de Segurana, foi abolido e os policiais recolhidos aos quartis.
RODRIGUES DE FREITAS
Juiz de Fora, MG

GUSTAVO IOSCHPE
Leitora assdua de Gustavo Ioschpe, eu me surpreendi com o tom desesperanado de seu artigo "Devo educar meus filhos para serem ticos?" (18 de setembro). A pergunta do ttulo provoca espanto; e talvez tenha sido essa a inteno do autor  causar a perplexidade que  necessria para promover mudanas. Possibilidade essa que o colunista sinaliza no fim de seu artigo. Gustavo Ioschpe escreveu uma matria compartilhando, enquanto pai, a dificuldade encontrada na educao dos filhos, e, movida pela mesma inquietao, em 1992, eu escrevi um artigo: "Ouo com frequncia, na boca dos pais, as palavras: 'Como educar meus filhos se agora, aqui no Brasil, ser honesto  ser trouxa? O que passar para os filhos se o que se vive  corrupo, incerteza e imediatismo?"'. Fiquei surpresa ao ver quanto as preocupaes ali expostas vm ao encontro daquelas que, 25 anos atrs, me mobilizaram a iniciar o trabalho que originou o projeto Crculos de Leitura. A leitura do artigo reforou minha convico sobre a necessidade de realizarmos parcerias entre escolas e instituies, para auxiliar os pais nessa tarefa nada fcil, mas to nobre. Mais do que nunca, o Brasil precisa de uma nova gerao educada dentro de valores ticos. 
CATALINA PAGS
Psicanalista, filsofa e coordenadora do programa Crculos de Leitura
San Paulo, SP

Gustavo Ioschpe mostrou lucidez e sensibilidade no artigo, que deveria constar de todos os manuais de como educar os filhos e tambm nos protocolos de convivncia em empresas.
SONIA MEYERHOF UNGAR
So Paulo, SP

H alguns meses tive uma conversa com meu marido exatamente sobre esse assunto. Minha dvida era se deveramos educar nossos trs filhos para serem do bem ou para se darem bem... A pergunta era mais um desabafo, em face de tanto descontentamento com os rumos que o Brasil vai tomando. Quem teve famlia e educao, de fato, deseja dar o mesmo bem aos seus, como herana. Por vezes vai parecer uma maldio, mas  uma herana e no futuro, oxal, haver quem a valorize como se deve!
MARLENE MLLER PIAMONTEZE
Jundia, SP

Ler o artigo de Gustavo Ioschpe foi uma volta  minha infncia. Assim como o pai dele, o meu tambm ensinou princpios de moralidade, cidadania e tica aos filhos, e assim fiz com os meus. Penso que fiz o certo, mesmo sentindo-me "otria'' quase sempre! Apenas me incomoda que meus filhos possam tambm se sentir assim. Gustavo conseguiu escrever exatamente o que penso e vivo! Sinto uma profunda tristeza pelos que no tiveram pais como os nossos. E muita pena do Brasil.
MARIA REGINA MARON M. DA COSTA
Rio de Janeiro, RJ

Sou piloto de linha area e pai do Bernardo  com 1 ano e 7 meses, nascido no Bahrein. Tenho exatamente a mesma preocupao que Gustavo Ioschpe. No desista, Ioschpe! Eu no vou deixar de ensinar tica ao meu filho, porque aqui fora a tica abre muitas portas. Se no servir no Brasil, servir na Nova Zelndia  l eles do valor a ela e recebem muitos estrangeiros com essa bagagem. Outras naes desenvolvidas a valorizam tambm, pois no existe pas desenvolvido sem tica.
RENITO SCHAMANN
Por e-mail

Tambm temos a esperana de que a honestidade, a retido e os bons valores possam vencer a "esperteza".
ANA CLUDIA SCALIANTE F. GNOATTO
Cuiab, MT

Depois da leitura do artigo de Ioschpe, vejo que no estou sozinho na minha maneira de pensar, e, de sofrer pelo pas. Admirveis a coragem e a clareza do articulista.
VALDEMAR KROKER
Curitiba, PR

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com

RADAR
LAURO JARDIM
BIOGRAFIA
A Casa da Palavra far a sua maior aposta do ano a partir deste ms com o lanamento da biografia do cantor Leonardo. O livro ter tiragem de 100.000 exemplares. www.veja.com/radar

COLUNA 
RODRIGO CONSTANTINO
CAMPANHA
O governo Dilma fala grosso com os EUA e manso com a Bolvia. Sem dvida esse comportamento est nos melhores interesses nacionais, no acham?  deprimente ter um governo pautado apenas pela ideologia atrasada e pelo puro clculo eleitoral. www.veja.com/rodrigoconstantino

ESPELHO MEU
LCIA MANOEL
CABELOS
Dormir com os cabelos molhados deixa os fios mais sujeitos a quebra, pois o cabelo molhado  mais frgil. Outra questo  a proliferao de fungos, que piora quadros de caspa. www.veja.com/espelhomeu 

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
SRIA
Um dos melhores argumentos para um ataque contra instalaes militares srias  que seria uma mensagem a vrios destinrios, entre eles o Ir e a Coreia do Norte. www.veja.com/denovayork

NOVA TEMPORADA
FINAL DIVIDIDO
O AMC gosta de torturar seu pblico! Depois de dividir a ltima temporada de Breaking Bad, faz o mesmo com Mad Men. O canal anunciou que a ltima temporada da srie criada por Matthew Weiner ter os sete primeiros episdios exibidos no primeiro semestre de 2014  e que os sete ltimos s vo ao ar em 2015. A primeira leva recebeu o ttulo de The Beginning: a segunda ter o ttulo de The End of an Era. Segundo o canal, a estratgia foi definida devido  grande audincia conquistada pelos episdios finais de Breaking Bad. O objetivo  gerar o mesmo interesse do pblico pelo final de Mad Men.
www.veja.com/temporada

SOBRE IMAGENS
VINCENZO PASTORE
O italiano Vincenzo Pastore (1865-1918) chegou a So Paulo em 1894 e se estabeleceu com um estdio fotogrfico de certo sucesso no centro da cidade. Alm dos retratos comerciais, seu legado para a histria da fotografia nacional foi o registro, nas horas vagas, das ruas e dos moradores pobres da regio central. Na poca, os anos de 1910, So Paulo era uma cidade em transformao, que crescia rapidamente, mas conservava ares de vila rural. O acervo, de apenas 137 cpias fotogrficas (os negativos originais no existem mais), foi encontrado pela famlia na Itlia numa caixa de charutos e entregue ao Instituto Moreira Salles em 1997.
www.veja.com/sobreimagens

QUANTO DRAMA!
FRASES PARA COLAR
Bordo de novela  um deleite e um risco. Serve para que a trama invada o dia a dia dos espectadores, que saem repetindo as frases de efeito. Mas, passado algum tempo, a repetio cansa o mesmo pblico que a consagrou. Foi assim com o Flix (Mateus Solano) e o seu "salguei a Santa Ceia", em Amor  Vida. Repetido e readaptado  exausto, o bordo j vinha cansando quando o autor Walcyr Carrasco, de olho nos comentrios nas redes sociais, resolveu abrir a Bblia. Confira alguns bordes bblicos do personagem:
"Eu devo ter colado chiclete na Santa Cruz!"
"Eu dancei pole dance na cruz!"
"S posso ter assoado o nariz no Santo Sudrio para merecer isso..."
www.veja.com/quantodrama

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  HORMNIOS: PROMESSAS E REALIDADE
Terapia hormonal no deve ser banalizada. Ela pode trazer benefcios, mas nem sempre est isenta de riscos.

     Hormnios sintticos, hormnios bioidnticos, fitoesteroides... A diversidade de medicamentos nessa rea pode fazer crer que vivemos uma revoluo nas terapias de reposio/substituio hormonal. Isso no  verdade. Produtos novos ou formulaes manipuladas batizadas com uma nomenclatura atraente ainda no fizeram o milagre que nos permitisse colher apenas os benefcios dos hormnios, sem riscos ou efeitos colaterais. 
     Os hormnios bioidnticos, por exemplo, nada mais so que substncias sintticas manipuladas que tm a mesma estrutura qumica dos hormnios sintticos convencionais que, por sua vez, so semelhantes aos produzidos no corpo humano. Os bioidnticos costumam ser apresentados como uma alternativa mais segura, mas no so. Eles agem pelos mesmos mecanismos biolgicos e, portanto, oferecem riscos semelhantes ou at maiores, uma vez que no passam pelos mesmos controles e pesquisas dos harmnios sintticos industrializados.  
     A prescrio de hormnios tem de ser sempre cuidadosa. Na menopausa, por exemplo, a reposio hormonal pode ser uma aliada no controle de sintomas como calores, insnia, queda da libido e instabilidade de humor, alm de ajudar a reduzir o nvel de colesterol e a prevenir a osteoporose. Contudo, essa terapia exige uma abordagem individualizada. A recomendao deve ser baseada em exames clnicos e histrico pessoal e familiar da paciente. E o acompanhamento mdico tem de ser regular, pois h estudos que mostram que o uso de hormnios pode aumentar o risco de alguns tipos de cncer e complicaes cardiovasculares. 
     Hormnios naturais extrados de plantas, os fitoesteroides, podem ser uma opo. Com uma ao biolgica mais branda, so mais seguros que os hormnios industrializados ou manipulados. Mas, pela mesma razo, tm menor eficcia teraputica, diminuindo o espectro de aplicaes.  
     Alm dos usos mais convencionais, as pessoas tm buscado os hormnios com outros objetivos. Exemplo  a adoo da testosterona entre as mulheres, para ganhar massa muscular e melhorar a libido. Embora a administrao de testosterona seja indicada em vrias situaes, o uso exige cautela. Ela pode propiciar o surgimento de pelos, o engrossamento da voz e uma maior oleosidade da pele, alm do aumento do colesterol ruim, alterao do triglicrides e leses no fgado. 
     A terapia hormonal tem inmeras indicaes e traz benefcios concretos aos pacientes. Mas no  uma panaceia.  para quem precisa, na menor dose possvel e apenas pelo tempo necessrio. Tudo isso sob recomendao e acompanhamento mdico. 

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
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Sua sade  o centro de tudo.
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Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


